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CÂMARA ACOMPANHA NOVA CRISE NA FUNDAÇÃO QUE ADMINISTRA O HOSPITAL SÃO LUIZ



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CÂMARA ACOMPANHA NOVA CRISE NA FUNDAÇÃO QUE ADMINISTRA O HOSPITAL SÃO LUIZ
 
Saiu nesta quinta-feira (22) a informação de que a diretoria recém-empossada da fundação responsável pela administração do Hospital São Luiz deixou seus cargos, indicando mais um momento de instabilidade na gestão da entidade.
 
O Hospital São Luiz é uma instituição filantrópica e tem o Município de Boituva como seu principal parceiro, recebendo há décadas repasses mensais para o atendimento da população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se do único hospital da cidade e, mesmo com a redução recente da demanda após a implantação da UPA, o HSL segue como referência absoluta em áreas como obstetrícia, ortopedia e outros atendimentos essenciais.
 
Com mais de seis décadas de atuação, o hospital construiu uma história marcada por bons profissionais e pelo compromisso com a saúde pública. Ainda assim, ao longo dos anos, a instituição enfrentou dificuldades recorrentes para manter sua estabilidade administrativa e financeira.
 
Além da diretoria executiva da Fundação Luiz João Labronici, família responsável pela construção do prédio e pela doação do hospital à comunidade, a entidade conta também com uma curadoria, que atua como um conselho deliberativo. Esse órgão é responsável pela análise de documentos e decisões que podem autorizar ou travar processos administrativos.
 
Diante desse cenário, tanto a diretoria quanto a curadoria podem esclarecer os motivos que levaram ao rompimento, especialmente porque, poucos dias antes, a nova diretoria esteve na Câmara Municipal para apresentar seus planos de gestão e dialogar com os vereadores.
 
Assim que tomou conhecimento da situação, o presidente da Câmara Municipal, vereador Lucas Mateos, determinou imediatamente que a Comissão de Saúde do Poder Legislativo acompanhe o caso e apure os fatos, considerando experiências anteriores que não tiveram o desfecho esperado.
 
A preocupação da Câmara é garantir que a população não seja prejudicada. Entre as alternativas que estão sendo avaliadas estão a adoção de uma solução temporária, como um mandato tampão, a criação de uma comissão mista com participação da curadoria, Prefeitura e Judiciário, ou, se necessário, uma intervenção municipal, sempre com o objetivo de assegurar a continuidade dos atendimentos aos boituvenses.
 
A Câmara Municipal seguirá acompanhando de perto o caso e manterá a população informada sobre novos desdobramentos.




Categoria: Notícias da Câmara

Publicado em: 23/01/2026 08:48:30